Marcelo Sales

Cientista de Dados: Onde Encontrar Essa Joia Rara?

Blog Post created by Marcelo Sales on Aug 25, 2015

A geração Y, também conhecida como geração milênio, nascidos entre 1981 e 1992, está cada vez mais conhecida por quebrar (ou pelo menos querer) paradigmas na cultura e ambiente de trabalho das empresas. Inúmeras são as histórias de jovens que, ao não estarem de acordo com o que veem e se perceberem em ambientes sem perspectiva de mudança, escolhem sair, trocar de empresa ou, na maioria dos casos, abrir seu próprio negócio. Não pretendo iniciar uma discussão sobre ética, certo ou errado. É apenas para constatar um fato: bem como a tecnologia, ou talvez exatamente como consequência dela, eles estão proporcionando mudanças importantes na cultura corporativa de diversas empresas que conheço e aquelas que querem seguir competitivas – afinal, em algum momento, terão que empregá-los, estão tentando se adaptar às demandas dessa galera. (Será que essa é a gíria que eles usam ainda?)

 

Em junho, a revista INFO Online publicou um ranking do Bureau of Labor Statistics, órgão do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos, com as melhores profissões para essa geração, dando dicas para quem está ainda se decidindo sobre o que fazer (ou para que profissão mudar). Na lista, a palavra de ordem é a Inovação, e realmente, não poderia ser diferente.

 

Claro que a “profissão da moda”, o cientista de dados, está em um dos primeiros postos da lista. Também conhecidos como “Engenheiros de Big Data”, esses profissionais são cada vez mais demandados por diversos setores da indústria mundial. Outro dia ouvi de um colega especialista em Recursos Humanos que ele considerava muito estranho que muitas instituições ainda não tenham aberto cursos voltados para esta especialidade. Existem alguns, mas não muitos. Fato é que isso não me surpreende.

 

Na minha opinião, a função de um cientista de dados muda muito de uma empresa para outra, de uma unidade para outra e por isso, acho que o foco deve ser menos no papel e mais no conhecimento geral, na curiosidade, na capacidade de fazer correlações ou ter um raciocínio associativo e colocar os dados de maneira estruturada, para que outras pessoas, de outras equipes possam ajuda-lo a dar seguimento aos primeiros insights. E essa não é uma característica apenas de matemáticos, físicos, engenheiros ou cientistas da computação – ainda que, por uma questão lógica, eles saiam na frente. Entretanto, já ouvi falar de doutores em biologia ou história, por exemplo, contratados para assumir estas funções com bastante êxito. Ou seja, acho que, neste caso, antes da função é primordial alinhar com Recursos Humanos os seguintes itens:

 

  • O que exatamente espera-se do profissional a ser contratado?
  • Que ferramentas e tecnologias ele irá utilizar (e portanto, quais os conhecimentos técnicos básicos ele deve ter?)
  • Que métodos ele utiliza para apresentar uma estrutura coerente para um insight?
  • Mas, principalmente, quanto essa pessoa está envolvida com o mundo dos negócios? É importante dizer que não ainda que sejam gestores de dados, esta pessoa deve entender de riscos, desafios e macro questões sobre a gestão da empresa (e de suas concorrentes), de uma maneira geral.

 

Esse último ponto é extremamente relevante, e aqui já não estou falando da “minha opinião”. Das 10 profissões listadas, 5 são da área de tecnologia e 3 da área financeira, indicando que ainda que este profissional pense em bits e bytes, ele deverá, onde quer que esteja, pensar no negócio ou como o negócio poderá se beneficiar da sua expertise, afinal, espera-se que ele dê respostas à problemas administrativos, logísticos, etc., em tempo real.

 

Inúmeras soluções estão sendo lançadas no mercado para ajudar a estes profissionais, e a empresas em geral, desenvolverem uma inteligência cada vez mais preditiva e em tempo real, que nos possibilitará saber, a qualquer momento, indicadores-chave, que nos levarão a novas e mais importantes descobertas e insights. Estes são alguns dos objetivos-chave das últimas novidades da Hitachi, mas, ainda que as máquinas estejam cada vez mais conectadas, é preciso pessoas capacitadas para que essas predições sejam possíveis e eficazes, nas mais diferentes indústrias.

 

Em tempo, no mês de julho, a Hitachi Data Systems foi reconhecida uma das 100 Melhores Empresas para a geração milênio trabalhar, nos Estados Unidos. Um reconhecimento que nossa cultura corporativa evolui junto com as nossas soluções, que prezamos o espírito em equipe e a inovação e que, acima de tudo, esperamos que todos que trabalham aqui (eu, inclusive) possamos impactar, de uma forma positiva, o negócio e a sociedade, como um todo.

 

Espero que este post tenha tido este efeito.

Até a próxima!

 

Para conhecer o ranking completo do Great Place to Work 2015, clique aqui.

Outcomes