Marcelo Sales

Você não compra carros peça por peça, compra?! Então por que faz isso com TI?

Blog Post created by Marcelo Sales on Jun 22, 2015

Em um Fórum de Inovação organizado por uma universidade em São Paulo, alguns executivos discutiam os custos dos automóveis e seguros auto no Brasil ante outros países. Na conversa, um deles interviu e começou a ilustrar para os demais o valor das peças, enfatizando os custos separadamente. Achei realmente peculiar a abordagem dele, muito parecida com a minha quando preciso desenvolver o tema “soluções convergentes” em reuniões e palestras.

 

Para o consumidor final de automóveis, pensar em “partes” é praticamente irreal. Ainda que algumas marcas automobilísticas tenham conseguido chamar atenção dos prosumers (consumidores engajados no processo de coprodução de produtos, com atitudes interventoras relativas a marcas, informação e meios de comunicação), para que eles escolhessem e personalizassem seus carros, a partir de peças predeterminadas, ninguém vai a uma loja pensando em comprar um motor, as rodas, sistemas de freio, etc., e levar tudo pra casa, desmontado, para começar a testar o que dá certo ou não. Ou você compra carros em kits?

 

Com outras indústrias, como a de tecnologia da informação, é um pouco diferente. Ainda que, especialmente no Brasil, nosso setor seja repleto de early adopters, ainda tem muita gente no mercado que prefere arriscar e comprar peças separadas, de fornecedores diferentes, e ver no que dá. Pode parecer muito imaturo, mas ainda assim, muitas pessoas (amadores e profissionais) acham que desta forma “não ficam dependentes ou reféns de uma única empresa, uma única solução”. E isso não acontece só nas soluções compradas para atender as demandas de suas casas. Vejo isso, constantemente dentro das empresas, inclusive nas grandes, multinacionais, geridas por experts do mercado. Acho que, de certa forma, a questão da não dependência é ponto bastante relevante, mas há outras questões, que permeiam este assunto que acredito que estes gestores devem considerar.

 

O cuidado necessário ao se escolher novas soluções tecnológicas consiste em garantir que há uma estratégia de longo prazo para a gestão, migração e adaptação às novas demandas, tecnologias. Com a expansão explosiva dos dados, não dá para ficar dependente, isso é certo, mas também não dá para ficar preso em silos.

 

Por isso a convergência é, hoje, uma questão tão fundamental. Os diferentes componentes de distintos fornecedores exigem tempo e custo para serem integrados, implantados e gerenciados, dificultando o trabalho de quem faz suporte de TI. Para combater este problema, é necessário, portanto, arquiteturas aprovadas que já ofereçam diversos (ou todos os que você precisa) componentes pré-integrados, com melhor desempenho. Baseadas em tecnologias abertas, elas contém aplicativos que facilitam o gerenciamento das cargas de trabalho em diversos ambientes virtualizados e não virtualizados. Essas soluções convergentes integram capacidade computacional, conectividade e armazenamento para um propósito específico (base de dados, virtualização, correio eletrônico e assim por diante).  E isso, por si só, já é um alívio.

 

Mas existem outras vantagens para adaptação de sistemas convergentes e alguns elementos que devem ser levados em conta durante a avaliação das possibilidades, como automação completa e suporte simplificado, por exemplo. Não vou deixar todas as minhas dicas aqui, neste post, pois gostaria de ouvir alguns feedbacks e deixá-los motivados (e curiosos) a seguir discutindo o assunto em um futuro breve, mas seguem o que considero ser as 5 principais vantagens das arquiteturas convergentes: 

 

1) Redução de complexidade – ao eliminar as arquiteturas em silos, a área de TI é capaz de concluir testes completos, em um tempo mínimo, para garantir que o desempenho dos aplicativos atende aos requisitos dos negócios;

 

2) Desempenho otimizado – já que são pré-configuradas, firmemente integradas e prontas para uso que automatizam as tarefas de gerenciamento;

 

3) Serviço de suporte muito mais eficaz para clientes internos e externos – já comprovamos que a substituição das tecnologias em silo por uma infraestrutura convergente garante aumento na automação e redução de custos operacionais em até 30%.

 

4) Suporte aos data centers e automação extensiva – por meio da criação de ambientes centralizados e otimizados para aplicativos. As soluções podem ser facilmente configuradas e implantadas de acordo com as demandas específicas das organizações. Afinal de contas, quanto menos atividades manuais, demoradas e passíveis de erro da parte do seu departamento de TI, melhor.

 

5) Capacidade de operar em nuvem – as soluções convergentes disponíveis no mercado hoje, fornecem, inclusive, uma base flexível e facilmente dimensionável para a computação em nuvem.

 

arquiteturas_convergentes_hitachi.png

 

A indústria automobilística no Brasil ainda não conseguiu reduzir os custos das peças para oferecer carros mais baratos, o que por sua vez, dizem os especialistas, reduziria o valor dos seguros. A de TI, por outro lado, está fazendo seu papel, apresentando soluções que podem sim resolver os grandes desafios do presente. E isso é o que chamamos, na Hitachi, de inovação social!

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