Marcelo Sales

Cloud Computing e detalhes pouco considerados por gestores de TI

Blog Post created by Marcelo Sales on Jun 3, 2015

Muito se comenta que a explosão dos dados tem demandado das empresas investimentos cada vez mais substanciais em infraestruturas de armazenamento. Assim, as empresas de tecnologia estão empenhadas em desenvolver soluções para resolver questões como esta e novos lançamentos não param de chegar ao mercado.

 

Para tanto, considerar todos os detalhes necessários no momento de decisão de compra é fundamental para não subestimar as presentes demandas corporativas. Mas olhar para o futuro, baseando-se em projeções reais e influências externas, como o impacto que Internet das Coisas vai ter nos negócios corporativos, é imprescindível.  Por isso, modelos flexíveis e escaláveis de armazenamento são hoje mais que uma tendência. Dentre esses modelos, o armazenamento na nuvem tem crescido em todo mundo, com destaque para a versão híbrida que vem se estabelecendo como um boa alternativa no meio corporativo.

 

O mercado de nuvem vem atraindo empresas, de todos os tamanhos, que querem alocar suas informações on-line, para supostamente reduzir os custos de armazenamento físico e manutenção dos servidores. Segundo dados do IDC, os serviços de nuvem devem bater o primeiro US$ 1 bilhão de receitas no Brasil em 2017, por exemplo. E como já havia dito antes, analistas preveem que Hybrid Cloud representará aproximadamente 30% dos fluxos de trabalho nos próximos quatro anos.

 

E por que não mais que isso? Uma pesquisa recente da Bain and Company revelou que gestores ainda não estão seguros sobre qual melhor modelo de nuvem a seguir. E dentre as opções disponíveis – nuvem privada, pública ou híbrida – a privada, por questões de compliance, segurança ou requisitos de IP, é ainda a preferida.

 

Isso tudo é o que chamamos, prioritariamente, de IaaS (Infrastructure as a Service). O que os gestores estão deixando de considerar, entretanto, é que há outras opções no mercado. Outros modelos “as a Service” existem e vem amadurecendo. Para citar alguns vamos a sopa de letrinhas: PaaS (Platform as a Service), CaaS (Content as a Service), STaaS (Storage as a Service), AaaS (Analytics as a Service) e por ai vai. A criatividade é o limite!

 

hitachi_as_a_service_business.png

 

Esses modelos estão sendo desenvolvidos com um propósito: aumentar a eficiência – por meio, especialmente, do desenvolvimento de software, gestão de conteúdo, soluções analíticas – e apresentar soluções que propiciem redução de custos para os clientes, lançando mão de alternativas viáveis que facilitem o gerenciamento dos dados de forma segura e realmente flexível, desde a implantação ao modelo de pagamento.

 

Como exemplo, recentemente fechamos um grande contrato de proteção de dados (incluindo mas não limitado a backup) num modelo de nuvem privada e fornecido  como serviço para uma das maiores seguradoras do país. Este é um projeto realmente interessante, pois reúne conceitos de nuvem e “as a servisse”, além de ser altamente escalável, flexível, seguro e estratégico para o cliente. 

 

É uma solução pensada em estar disponível para atender a demanda, a volatilidade, o volume, a segurança e a confidencialidade dos dados da seguradora. E que demonstra que alguns gestores latinoamericamos estão, aos poucos, amadurecendo e sendo capazes de avaliar e decidir por modelos de TI que tornam as suas empresas ainda mais competitivas.

 

É a teoria efetivamente acontecendo na prática. É a prova de que, no mercado, existem opções para diferentes tamanhos de empresa, demanda e necessidade. Basta encontrar a melhor delas para o seu negócio.

 

Até a próxima!

Outcomes